Parque Villa Lobos

03/07/2012 10:34

 

     Localizado no bairro de Alto dos Pinheiros, Av. Professor Fonseca Rodrigues, 2001 - Alto de

Pinheiros, na região Oeste da Capital, o parque Villa-Lobos é uma das melhores opções de lazer

ao ar livre da cidade. O parque, que abrange uma área de 732 mil m², possui ciclovia, quadras,

campos de futebol, “playground” e bosque com espécies de Mata Atlântica. A área de lazer inclui

ainda aparelhos para ginástica, pista de cooper, tabelas de “street basketball” e um anfiteatro

aberto com 750 lugares, sanitários adaptados para deficientes físicos e lanchonete. Estima-se

que durante a semana cerca de 5 mil pessoas passem a cada dia pelo Parque. Aos finais de

semana recebe cerca de 20 mil visitantes e aos feriados 30 mil.

 

Acessibilidade

     O Parque Villa-Lobos foi um dos primeiros da cidade a ser adequado à acessibilidade de pessoas com

necessidades especiais. A grande área plana e os caminhos praticamente nivelados tornam mais fácil o

deslocamento de pessoas. Alguns dos brinquedos de madeira nos parquinhos também foram

elaborados para garantir a acessibilidade, como uma caixa de areia e uma casinha na montanha, que

permitem acesso por pessoas em cadeiras de rodas. O Villa-Lobos também conta com um telefone

público para os deficientes auditivos.

 

 

Histórico do Parque

 

     A história do parque Villa-Lobos é um pouco diferente da de outros parques. Antes de 1989, a área

onde está hoje destoava muito dos arredores da região de Alto de Pinheiros. Na sua porção mais a

oeste havia um depósito de lixo da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de

São Paulo (CEAGESP), onde cerca de oitenta famílias recolhiam alimentos e embalagens. Na parte

leste, vizinha ao atual Shopping Villa-Lobos, era depositado material dragado do Rio Pinheiros e na

porção central o antigo proprietário permitia o depósito de entulho da construção civil.

     Em 1987, ano de comemoração do centenário de nascimento de Heitor Villa-Lobos, foram

apresentados os primeiros estudos visando à implantação de um parque temático contemporâneo na

área. Os Decretos Estaduais 28.335 e 28.336/88 destinavam os 732 mil m² à implantação de um

“parque de lazer, cultura e esporte". Os moradores da região receberam bem a proposta,

principalmente por eliminar os problemas causados pelos usos que na época a área apresentava.

     Em 1989, o parque Villa-Lobos começou a ser implantado pelo Departamento de Águas e

Energia Elétrica – DAEE. Foram removidas as famílias que viviam no local, retirados 500 mil m³ de

entulho com mais de 1 metro de diâmetro, e movimentados 2 milhões de m³ de entulho e terra

para acerto das elevações existentes. O córrego Boaçava, que passava pela área, foi canalizado. 

 

Primeiro projeto

     O projeto original, elaborado pelo Arquiteto Décio Tozzi, previa uma "cidade da música". O

local teria viveiro para pássaros, ilha musical, passeio Uirapuru, auditórios, Teatro de Ópera e

Centro de Convivência Musical. O projeto também previa a construção de um prédio de

exposições e edifícios para Escolas de Balé e Música, com salas de aulas para oficinas e apoio,

inclusive para fabricar e consertar instrumentos.

Em janeiro de 2004, a administração do parque foi transferida para a Secretaria do Meio

Ambiente do Estado de São Paulo (SMA) pelo Decreto Estadual 48.441. No mesmo ano, foi

iniciada a execução de intervenções emergenciais para solucionar problemas de manutenção

existentes no local. Também começou a elaboração de projetos executivos para a área de

expansão do parque, adequados à legislação atual e ao terreno, com base no projeto original.

A Resolução SMA 20, de 7 de março de 2004, criou o Conselho de Orientação do Parque

Villa-Lobos, que assegura o gerenciamento participativo e integrado da sociedade civil.

 

 
   

Arborização do Parque

     No período de 2004 a 2008, foram plantadas 12 mil mudas em uma área de 120 mil m2, entre

as quais 1.200 ipês de oito espécies, 110 roxos e 550 amarelos, árvore-símbolo de São Paulo. O

projeto paisagístico do parque é do Engenheiro Agrônomo e paisagista Rodolfo Geiser, mas foi

posteriormente adequado para o plantio realizado entre 2004 e 2006 de maneira a atender às

Resoluções da SMA sobre a diversidade de espécies. Esta adequação foi possível principalmente

devido a maior oferta de mudas de espécies nativas, com alta diversidade e com porte adequado

para as situações de um parque em pleno uso. Sendo assim, o parque foi entregue concluído em

2006 com aproximadamente 24 mil árvores plantadas em covas de mil litros de substrato, após

a remoção de entulho e troca de solo.

     Em 2008 foram plantadas mais 800 mudas referentes ao Termo de Compromisso de

Recuperação Ambiental TCRA da Autoban, para enriquecimento dos bosques.

     Dando continuidade ao processo de recuperação da área, em 2009, a SMA recebeu novamente

um TCRA da CCR -AutoBAN, para plantio de 8.404 árvores nativas, plantio concluído em abril de

2010. Entre as 8.404 mudas plantadas, 760 são mudas de mais de três metros de altura e foram

plantadas ao longo das pistas de caminhada e da área central, visando proporcionar mais

sombra aos usuários.

     As demais 7644 são mudas arbóreas com aproximadamente 1,5m de altura e foram plantadas

nos bosques para um enriquecimento de biodiversidade que ajudará no futuro a substituição

natural de espécies primárias para secundárias, de tal forma que a vegetação do parque consiga

manter-se naturalmente. Para a escolha das espécies contamos com a assessoria do Arq.

Paisagista Arnaldo Rentes e do Biólogo Alexandre Soares, que consideraram em especial o

plantio de espécies que atraem a avifauna, além da adequação às diferentes condições do solo

e exposição ao sol e vento no Parque.

 

 

 
   

Fase de melhorias

     Desde que assumiu a administração do parque em 2004, a Secretaria do Meio Ambiente do

Estado de São Paulo tem promovido uma série de melhorias. Os brinquedos do parquinho

passaram por reformas, assim como os quiosques. Em 2009, foram inaugurados o espaço de

educação ambiental Villa Ambiental, do projeto Criança Ecológica, a nova sede da administração

do parque e uma nova sede para a 1ª Cia. do 23º Batalhão da Polícia Militar.

     Além disso, foram criados o “Vai pela sombra”, caminhos de pedrisco que passam por dentro

de bosques do parque, e o “Circuito das Árvores”, plataforma elevada que leva o visitante por um

passeio próximo às copas das árvores. Em 2010, já foi inaugurado o Ouvillas, área do parque

onde as pessoas podem sentar e relaxar em taludes, bancos e espreguiçadeiras ao som das

obras do compositor e maestro Heitor Villa-Lobos. Ainda estão sendo finalizadas outras melhorias,

como uma nova sinalização para o parque e a construção do Orquidário Ruth Cardoso e de um

Centro de Educação Ambiental. Além disso, o projeto paisagístico do Villa-Lobos está sendo

finalizado com o plantio de 8.400 mudas de árvores nativas. Com isso o parque passará a contar

com 37 mil árvores.